Horta Parte II

Depois de montada a cama de cultivo ja com a camada de serrapilheira (nome dado a camada de folhas,  galhos, restos de animais e m.o. que ficam no solo das matas) por cima, o que me resta é esperar um tempo, para que comece a se criar ali um pequeno ecossistema, nesse período as bactérias e outros seres decompositores se instalarão no local.

Com a vinda das chuvas tive que esperar ate mais do que eu gostaria…

Ganhei de uma amiga bióloga as sobras de seu trabalho, algo que sempre foi destinado ao aterro sanitário, ela trabalha com microorganismos e usa minhoca (Eisenia andrei) como organismo de cultivo desses microorganismos. Éhhh o excedente do trabalho é o Húmus de Minhoca, considerado o ouro negro ! Rico em nutrientes e vida ! Isso era jogado fora, em média 80kg por mês… Agora isso ira pro terreno !

Recebi o material, levei para o terreno e peneirei o Húmus, por minha sorte estava repleto de casulos e até minhocas jovens. Os casulos e as minhocas vieram para meu minhocario caseiro, o húmus foi “semeado” pelo terreno.  

Ao ir ao terreno depois das chuvas, tive algumas surpresas. A boa é que a alface recém plantada (já tava grandinha quando foi pra terra) está quase boa para colheita, e a couve já da para tirar umas folhas ! Mas o caminho entre as camas como não está terminado, acaba retendo água e alagando, ai não da pra usar né.. Terei de resolver isso logo, por enquanto me dediquei a botar na cama as mudas que estavam loucas para ir para o sol… Plantei sem nenhuma ordem (Fukuoka – Natural Farming) alface e repolho roxo em excesso, pois são meus vegetais preferidos, alguns almeirões e rabanetes, esse últimos eu tive que escolher um local apropriado pois sua colheita é de arranque, o que pode danificar o sistema radicular de alguma espécie localizada ao seu lado.  

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